Pedindo respeito, Guarda Civil Metropolitana entra em estado de greve

Pedindo respeito, Guarda Civil Metropolitana entra em estado de greve

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Na manhã desta segunda-feira, (31), a Assembleia Geral convocada pelo Sindicado dos Guardas Municipais de Campo Grande (Sindgm/CG) votou e decidiu, por unanimidade, pela aprovação do início do movimento grevista da categoria. Em buscas de melhores condições de trabalho e pedindo por respeito, cerca de 250 trabalhadores da Guarda Civil Metropolitana – GCM e seus familiares marcharam da praça do Rádio Clube até a prefeitura de Campo Grande.

“Nós merecemos respeito pelo que a gente faz. Estamos exigindo um direito de forma organizada e de forma legal, juridicamente falando, e exigimos nossos direitos”, afirmou o vice-presidente do Sindgm, Alberto da Costa, durante a assembleia. Cobrando uma resposta do prefeito Marcos Trad e de sua equipe quanto às solicitações anteriormente feitas, Hudson Bonfim, presidente do Sindgm, destacou que o movimento grevista não é político. “Nós não temos partido, nosso partido é a Guarda Civil Municipal. Ninguém aqui queria fazer greve, nós não queremos greve, queremos melhores condições de trabalho, queremos dignidade”, relata o presidente do sindicato.

O estado de greve antecede em 72h o início do movimento grevista. Bonfim aponta que, apesar da insistência, não houve devolutiva por parte da prefeitura até o momento da marcha. O indicativo de greve havia sido aprovado na última assembleia da categoria, realizada no dia 27 deste mês. Márcio Almeida, representante jurídico do Sindgm, assegura que o movimento é constitucional e que luta por direitos previstos em lei.

Ao final do movimento, os guardas se mobilizaram em direção ao Hemosul para uma doação conjunta de sangue em nome de Cecília, uma criança de 12 anos diagnosticada com leucemia na semana passada. Sobre a doação, Bonfim explica que um dos papeis da Guarda é o de fazer atos em prol da sociedade: “Nós, como multiplicadores da segurança pública de Campo Grande, sempre pensamos no bem social e, por isso, também nos cabe a missão de fazermos esses atos, ajudando quem precisa”. A concentração em frente à prefeitura terminou por volta de 11h.

Da praça, trabalhadores e familiares foram para a prefeitura.