PF deflagra operações contra contrabando de cigarro em Dourados e outras cidades

PF deflagra operações contra contrabando de cigarro em Dourados e outras cidades

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BMW, uma das "peças" das propinas.

Antônio Coca

A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, deflagrou simultaneamente duas Operações que tramitaram na Delegacia de Polícia Federal de Naviraí efetuando a repressão ao contrabando de cigarros na região Sul de Mato Grosso do Sul e para desarticular uma rede de policiais e outros funcionários públicos que davam suporte às atividades criminosas. As operações são uma continuidade de outros trabalhos investigativos, tendo sido utilizadas provas obtidas em operações policiais de repressão ao contrabando, com autorização da Justiça Federal.

Estão sendo cumpridos 18 Mandados de Busca e Apreensão e 10 Mandados de Prisão, com a participação de aproximadamente 80 Policiais Federais e 30 Policiais Rodoviários Federais. As medidas estão sendo cumpridas nas cidades de Naviraí, Jutí, Eldorado, Mundo Novo, Japorã, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Dourados, Campo Grande e Umuarama no Paraná.

O processo investigativo demonstrou que as organizações criminosas desarticuladas movimentavam centenas de carretas de cigarros introduzidos ilicitamente no País para diversos Estados. Os integrantes do esquema criminoso cooptaram servidores públicos, em especial Policiais Rodoviários Federais, para facilitar o tráfego dos objetos ilícitos com a omissão do dever funcional de repressão ao crime. As duas Instituições, com a ação, buscam quebrar a estrutura logística de apoio às atividades delituosas que foi estabelecida.

O esquema delituoso contava com indivíduos que ocupavam a função de gerentes, comandando as redes de transportadores, batedores, olheiros e fazendo contato com os “garantidores”. Estes eram agentes públicos cooptados e que permitiam as ações delitivas e, em certos casos, agiam de forma a dificultar a atuação dos policiais que estavam cumprindo com seus deveres.
Os nomes das Operações são Managers (Gerentes, em inglês) e Cem por Cento, em alusão às funções dos integrantes das organizações Criminosas e à forma como estes se comunicavam quando agentes públicos cooptados pelo esquema estavam nos postos de fiscalização, sendo totalmente segura a passagem.

Investigação e farta documentação complica envolvidos.