PF, Ibama e Funai combatem crimes ambientais na Reserva Indígena na Serra...

PF, Ibama e Funai combatem crimes ambientais na Reserva Indígena na Serra da Bodoquena

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Equipes encontram destruição desenfreada. Fotos: Divulgação)

Antônio Coca

A Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) realizam, desde segunda-feira (9), uma operação conjunta denominada Quebracho na terra indígena Kadiwéu, na Serra da Bodoquena, em Corumbá e Porto Murtinho.

Ação deflagrada após constatação pela Polícia Civil.

Segundo a Polícia Federal, a operação o objetivo é coibir o desmatamento na região, o uso de fogo de forma ilegal e a exploração irregular de madeira em sete propriedades rurais objeto de retomadas pelos indígenas, as quais se encontram arrendadas para terceiros.

A partir de informações recebidas pela Polícia Civil, versando sobre a existência de exploração ilegal de madeira em fazendas da região, foi iniciada uma investigação com o uso de ferramentas como o geoprocessamento, a qual confirmou a existência de pequenas clareiras e pontos de exploração ilegal de madeira na área indígena. O passo seguinte foi o deslocamento de Policiais Federais e integrantes do Ibama e da Funai para identificar a autoria e a materialidade dos crimes ambientais eventualmente cometidos, autuar responsáveis legais pelas propriedades e apreender madeiras e equipamentos ilícitos.

Arma, motos e moto serras ilegais no local.

Até o presente momento, já foram identificados acampamentos com exploração ilegal de madeira e pequenos desmatamentos que resultaram na apreensão e 700 lascas de ipê, resultando em multa de R$ 3.260,40 ao posseiro da propriedade.

Durante a operação foram apreendidas motosserras, corrente de arrastão, motos e armas de fogo. Ainda foi identificada a presença de indivíduos que não pertenciam a etnias indígenas, os quais estavam realizando corte seletivo das árvores, alegando ter sido contratados pelos indígenas.

A operação foi batizada de Quebracho em razão do nome popular de uma espécie de madeira muito explorada na região de Porto Murtinho, a qual é muitas vezes comercializada como aroeira, devido à semelhança entre as espécies.

As dez horas da manhã desta quinta-feira a coordenação da operação vai dar uma entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Campo Grande.

Trator empregado na devastação da área.