Piloto morto em acidente com helicóptero será velado na Câmara Municipal

Piloto morto em acidente com helicóptero será velado na Câmara Municipal

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João e Matheus levados para o Estado de São Paulo.

Antônio Coca

Os corpos de Matheus Henrique dos Santos Venâncio de 20 anos, o Matheus Todinho e do piloto Pedro Augusto Boim de 24 anos, que morreram ontem (20), na queda do helicóptero Robinson R66 Turbine prefixo PR ITT, em uma fazenda entre Ponta Porã seguiram na tarde desta quinta-feira para o interior paulista.

Todinho será velado na Capela Mortuária de Quatá e Pedro Augusto teve seu velório confirmado para o plenário da Câmara Municipal da pequena cidade de João Ramalho, município de menos de 5 mil habitantes, distante 80 quilômetros de Presidente Prudente (SP). Pedro Augusto será velado no local que leva o nome do avô dele, prefeito Domingos Boim. O pai do piloto, Carlos Domingos Boim foi vereador na cidade onde o rapaz que pilotava sem brevê nasceu e foi criado.

De acordo com uma pessoa ligada ao Legislativo de João Ramalho, é comum velórios aconteceram no plenário da Câmara e apesar do jovem ter morrido na queda de uma aeronave com cerca de 250 quilos de cocaína, o fato não é de grande relevância no momento. “Há um misto de tristeza e perplexidade com tudo que aconteceu. Era um menino nascido e criado aqui na cidade e que infelizmente teve este fim trágico e o negócio da droga é com a polícia. Estamos atendendo uma família que perdeu um ente querido”, disse ela.

Segundo informações, Pedro Augusto era visto sempre na cidade de João Ramalho com algum helicóptero e ultimamente com este que caiu matando ele e o acompanhantes Matheus e todos acreditavam que ele trabalhasse para algum fazendeiro ou para alguma empresa de São Paulo.

O pai do piloto é dono de uma propriedade rural e a família tem outros imóveis rurais e investimentos na região. Filho do segundo casamento do pai, Pedro tem um irmão que cuida da propriedade da família junto com o pai e a mãe tem algumas empresas no nome dela.

Os corpos de Pedro e Matheus ficaram parcialmente carbonizados e foram identificados pelas mães deles nesta manhã (21), no Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã. Depois de liberados pelas autoridades eles estão sendo levados para Quatá e João Ramos por uma empresa funerária. O carro funerário deve chegar nas duas cidades entre nove e meia e dez da noite horário local.

Nas proximidades do helicóptero que explodiu ao bater no solo por volta das quatro horas da manhã, foram encontrados 246 quilos de cocaína. A aeronave tinha sido comprada recentemente pela Construtora JPL Eirelli de Goiás e estava com todo a documentação em dia. O caso está sendo investigado pelo DRACCO (Departamento de Repressão a Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul) e a suspeita é de que tenha havido falha humana, já que o piloto voava muito baixo para escapar do sistema de radares e havia neblina no momento da queda.