Polícia apreende veículos que secretária havia levado do ex-patrão

Polícia apreende veículos que secretária havia levado do ex-patrão

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Citroen havia sido levado junto com Onix

Uma demanda a partir de situação trabalhista em que a mulher foi demitida sob suspeita de fraudes ou desvios de bens e valores do patrão, acabou se transformando em ações judiciais e ao menos três casos de polícia, começa a tomar contornos diferentes. A situação começou a virar caso de polícia quando após demitida a ex-funcionária esteve na Delegacia da Mulher afirmando que teve caso com o patrão e estava sendo ameaçada de morte, posteriormente surgiu medida protetiva pois as ameaças estariam continuando e o ex-patrão teria uma arma e por fim, recentemente teria ocorrido um atentado à tiros quando a vítima e uma amiga trafegavam pela rodovia Campo Grande/Rochedo e conforme a denúncia, teria sido atacada por um pistoleiro, sendo o caso registrado como feminicídio tentado.

Em contrapartida, a ex-funcionária E.B.N.P., de 41 anos, quando da denúncia relatando o atentado a tiros, cerca de dez dias antes, havia sido denunciada na polícia acusada pelo ex-patrão, empresário A.J.H.R. de crime de apropriação indébita de dois veículos, um Onix branco e um Citroen C 3 prata, dois relógios de grande valor e R$ 50 mil em dinheiro. Dinheiro e relógios, retirados do cofre do empresário ao qual por questões de confiança e 20 anos de serviço entre televisão e jornal, E.B.N.P. tinha acesso.

Veículos recuperados

Na segunda-feira, policiais civis da Defurv – Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos, localizaram e apreenderam os veículos objetos da denúncia. As investigações seguem na tentativa de definir o paradeiro dos relógios e dinheiro.

Na Delegacia da Mulher por sua vez, segue a investigação que apura a denúncia de atentado ocorrido na rodovia, região do Córrego Ceroula. Ao formalizar a denúncia de atentado, E, chegou a apontar um policial civil como suspeito da autoria, destacando que este policial vinha fazendo levantamentos sobre sua vida. Após a elaboração da ocorrência, E esteve de volta na delegacia para retificar a ocorrência, pois havia identificado sua amiga como sendo a vítima do atentado.