Polícia Civil faz operação em Dourados e define provas sobre dois assassinatos

Polícia Civil faz operação em Dourados e define provas sobre dois assassinatos

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Revólver do suspeito de matar Jefferson. (Divulgação)

Antônio Coca

A Polícia Civil, através do SIG, e com apoio de policiais da DEFRON, 1º e 2º DPs iniciou a operação Coruja de Minerva II, com objetivo de levantar mais provas sobre dois homicídios ocorridos recentemente em Dourados.

Na noite de 18 e dezembro Jeferson Pereira da Rosa estava na frente de sua casa quando foi atingido por vários disparos calibre .40, no momento em que foi atender uma pessoa que chamou pelo nome. As investigações apontaram que Jeferson foi morto em razão de ter contraído dívida oriunda da aquisição de drogas.

Já na madrugada do dia 1º de janeiro deste ano Jailton Duarte do Nascimento foi morto com mais de 7 tiros de calibre 9 milímetros, no momento em que estava na sala de sua casa, assistindo televisão. O matador, aproveitando-se que a janela da sala estava aberta, apontou a arma em direção à vítima e efetuou os disparos.

Da mesma forma que Jefferson, Jailton foi assassinado por ter contraído dívida com um traficante. Inclusive, dias antes de morrer, Jailton, teria discutido com o traficante ao ser cobrado na frente de seus filhos, o que motivou a sua execução. Desde então o SIG passou a realizar diligências com a finalidade de apurar todas as circunstâncias do crime, principalmente a autoria.

No decorrer da investigação, apurou-se que Jefferson foi morto por dois indivíduos que ocupavam um veículo Gol preto, sendo que o motorista sempre ia até a casa da vítima para cobrá-lo. O SIG identificou que após o crime esse veículo foi escondido em uma residência localizada no Canaã III, como forma do criminoso, que trabalha como frentista em um posto de combustíveis, dificultar as investigações.

Identificado o paradeiro desse carro, foi observado que se tratava do mesmo cujas imagens foram captadas por câmeras de segurança. Na manhã de hoje (18), ao ser cumprido mandado na casa dos suspeitos, foi apreendida uma pistola calibre 6.35, municiada, além de vários aparelhos celulares e dinheiro de origem duvidosa. Sobre o assassinato de Jailton, o SIG apurou que criminosos residentes no Bairro Cachoeirinha, onde residia a vítima, não aceitaram a prática desse homicídio. Então, o autor do crime passou a ser ameaçado, o que fez ele, após vender a pistola calibre 9mm utilizada no homicídio, adquirir um revólver calibre 38, o qual passou a ser constantemente portado.

Ao abordar esse suspeito, o SIG identificou que ele estava com o revólver em sua cintura, arma que estava com numeração raspada. Na residência do indivíduo, foram aprendidas várias porções de drogas, além de plástico para embalar as substâncias e uma balança de precisão, o que confirma que a motivação do homicídio foi a venda de entorpecentes. Com essa operação, que contou com 25 policiais, o SIG obteve ainda mais provas sobre a prática dos dois homicídios, cujos inquéritos encontram-se tramitando e logo serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Arma do suspeito de matar Jailton.