Polícia Civil prende bando que despachava maconha por avião em caixas metálicas

Polícia Civil prende bando que despachava maconha por avião em caixas metálicas

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Embalagens lacradas com solda. (Divulgação/Denar)

Quase meia tonelada de maconha apreendida e quatro pessoas presas, dois homens e duas mulheres, foi o saldo de uma sequência de investigação da Denar, a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico em conjunto com a Defron – Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira. A droga era armazenada em Campo Grande e daqui despachada via aérea dentro de caixas metálicas lacradas através de solda.

A quadrilha foi monitorada por cerca de 15 dias, até que na quarta-feira, policiais foram até a casa dos traficantes, no Bairro Nova Lima. Mantendo o local sob vigilância, em determinado momento os investigadores viram quando dois homens chegaram na casa com uma grande caixa de metal e fizeram a abordagem.

Já na sala da casa foram encontrados 100 quilos de maconha em tabletes e duas caixas de metal, soldadas. As caixas foram abertas com ajuda de maquinário e dentro de cada uma havia mais 100 quilos da droga além de variadas porções do entorpecente em diferentes pontos da casa.

De acordo com o delegado Hoffman D’Ávila, da Denar, as pessoas presas seriam responsáveis pelo despacho das caixas metálicas por via aérea. Ainda conforme o delegado, o bando era comandado por um morador na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, que matinha contato com um interno do Presídio de Segurança Máxima, de Campo Grande.

Era justamente o presidiário quem orientava os comparsas onde deveriam pegar a droga e para onde despachariam. O carregamento apreendido seria enviado para Blumenau e Recife. A polícia investiga a possibilidade de envolvimento de alguém no aeroporto de Campo Grande, pois as caixas além de pesadas em balança passavam por Raio-X e não havia nenhuma proteção especial que pudesse ocultar os tabletes nas caixas.

As pessoas presas já tinham passagem por tráfico de drogas e dois cumpriam pena pelo mesmo crime em liberdade. Para fazer a droga chegar ao destino os quatro contaram que receberiam R$ 7 mil. A polícia agora procura o soldador que prestou serviço ao bando, assim como um motorista de aplicativo.

Carregamento poderia ser para abastecer carnaval.