Polícia conclui inquérito sobre exploração sexual de adolescentes em Ladário

Polícia conclui inquérito sobre exploração sexual de adolescentes em Ladário

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Fadil teve prisão decretada pela Justiça. (Divulgação PC)

A Polícia Civil concluiu e divulgou nesta segunda-feira (12) inquérito sobre o caso do empresário Fadil Bahmad, de 63 anos, indiciado por crime de exploração sexual de adolescentes em Ladário. Ainda na segunda-feira a advogada de Fadil ao se manifestar sobre o caso, disse considerar as investigações precipitadas, baseadas em suposições e que vai entrar com pedido de habeas corpus.

Conforme a Polícia Civil, Fadil é empresário bem sucedido em Ladário. Se aproveitando dessa situação explorava sexualmente meninas de famílias carentes da cidade, oferecendo dinheiro, presentes, tratamento de beleza e até mesmo alimentação, em troca de favores sexuais. Em alguns casos, contava com a conivência dos próprios pais.

A investigação comprovou que o empresário estuprou uma adolescente de 13 anos ao chamar a garota para passeio de carro e fazer compras. Conforme relato da vítima, durante o trajeto o homem teria passado as mãos e acariciado suas partes íntimas. Não satisfeito, seguidamente fazia com que ela enviasse fotos íntimas a ele.

O trabalho policial mostrou ainda, que o empresário explorava sexualmente mais duas adolescentes com oferta de dinheiro e presentes, em troca de favores sexuais.

Segundo o delegado encarregado das investigações, Luca Venditto Basso, o caso assumiu contornos peculiares, pois o investigado é conhecido e bem relacionado em Ladário. “Isso fez com que outras pessoas, ainda que indignadas, não colaborassem com a investigação, assim como as próprias famílias das vítimas, que estavam sendo supridas financeiramente pelo acusado”, explica.

Ainda conforme o delegado, Fadil foi preso no dia 29 de julho, em cumprimento a um mandado judicial de prisão preventiva, sendo ainda indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de reclusão, e de favorecimento de exploração sexual de adolescente, com pena de 4 a 10 anos de reclusão.

Ainda conforme o delegado “Embora concluída a investigação, os trabalhos da Polícia Civil continuam, por isso pedimos que outras meninas que por ventura tenham sido vítimas de exploração ou abusos sexuais, que procurem a Delegacia de Ladário para as providências cabíveis”.