Polícia destrói plantação de maconha em aldeia indígena no Paraguai

Polícia destrói plantação de maconha em aldeia indígena no Paraguai

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Destruição por parte da SENAD é constante.

Antônio Coca

Agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) destruíram esta semana pelo menos 9 hectares de plantação de maconha que estavam sendo cultivados em uma área indígena da Comunidade Naranjito em San Pedro no interior daquele país.

Segundo os investigadores, os traficantes estão usando as áreas de mata fechada de forma ilegal e empregando até máquinas pesadas para o preparo e cultivo do solo e a retirada de árvores e da vegetação.

Pés de maconha são cortados um a um e em seguida queimados.

Ao todo foram eliminados sete hectares de maconha recém plantadas e outros dois hectares em estado mais avançado de crescimento. Outros 150 quilos de maconha quase em ponto de colheita também foram cortados e incinerados. Se todo os nove hectares fossem cultivados os traficantes teriam obtido cerca de 30 toneladas da droga.

Ainda de acordo com fontes da SENAD, os traficantes financiam a produção e usam a mão de obra indígena que trabalham desde o preparo do solo, passado pela colheita e no preparo e embalagem da droga que depois é enviada para vários países da América do Sul principalmente para o Brasil que fica com 80 por cento da maconha produzida no Paraguai. A SENAD não informou se houve prisões durante a operação.