Polícia espera transferir rapidamente assassino de Graziele para presídio

Polícia espera transferir rapidamente assassino de Graziele para presídio

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Luscas confessa detalhes. (Foto: Henrique Kawaminami/Campo Grandenews/Reprodução)

A Polícia Civil espera que ocorra o mais rápido possível, provavelmente na segunda-feira, a audiência de custódia do feminicida confesso Lucas Pergentino, 26 anos, para encaminhá-lo ao sistema penitenciário. Definido como elemento extremamente frio, descolado e que agiu de forma premeditada, Lucas foi preso neste sábado por policiais da Delegacia de Homicídios no fechamento da investigação comandada pelo delegado Carlos Delano, do assassinato de Maria Graziele Elias de Souza, de 21 anos. Sacramentando sua frieza, o assassino chegou a participar do velório e enterro da vítima, de quem havia se separado recentemente.

Lucas matou Grazielle na tarde do dia 14 de abril quando a ex lhe visitara e até havia no começo do dia, lhe mandado uma cesta café da manhã. Após o assassinato, ele ainda manteve o cadáver da vítima na casa dele por cerca de seis horas, até resolver descartar o corpo na margem do anel viário da BR-262, onde foi encontrado dias depois por um cidadão que por falta de combustível no veículo, havia parado nas proximidades e sentiu o odor que o levou ao corpo, em seguida chamando a polícia.

Desde o desaparecimento da vítima Lucas se mostrava “preocupado” e friamente participava das buscas, acompanhou familiares de Graziela na delegacia no registro do caso. Após o achado do cadáver fazia postagens na internet manifestando luto e ainda com o celular da vítima fez postagens de forma a despertar suspeita sobre outra pessoa.

No entanto, os policiais que trabalhavam o caso, desde o começo tinham Lucas como principal suspeito do crime, mas não deixavam transparecer como forma de evitar a fuga do criminoso, enquanto iam sendo coletadas provas técnicas e materiais da autoria do crime o que ocorreu neste sábado, com o criminoso preso após participar do sepultamento de sua vítima, inclusive levando coroa de flores.

Detalhes da investigação e confissão do criminoso ainda são desconhecidos, mas conta que ele teria dito ter matado a vítima, por mero impulso. O crime foi consumado, conforme afirma, com um mata-leão.