Polícia Federal apreende veículo de luxo escondido desde 2018

Polícia Federal apreende veículo de luxo escondido desde 2018

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Antônio Coca

A Polícia Federal realizou na noite de ontem (15) a apreensão de um veículo utilitário de luxo Range Rover, avaliado em cerca de R$ 150 mil, que estava com busca e apreensão desde 2018, quando foi deflagrada a Operação Laços de Família. Pertencente a um dos membros da organização criminosa o carro estava em uma oficina em Naviraí.

A Operação Laços de Família foi deflagrada no ano de 2018, na Delegacia de Polícia Federal em Naviraí e teve como objetivo prender os membros de uma quadrilha que agia no sul do estado, na fronteira com o Paraguai e na divisa com o Paraná e tinha seus principais líderes em Mundo Novo. Os traficantes foram acusados de mandar grandes carregamentos de entorpecentes para diversos Estados e tinha a preferência em receber o pagamento em veículos de luxo, jóias, mas também aceitavam dinheiro no negócio.

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu cerca de 30 toneladas de maconha, além de diversas aeronaves, incluindo helicópteros, veículos de luxo, armas e muito dinheiro em espécie.  Também foram sequestrados outros bens dos traficantes, como propriedades rurais e uma luxuosa chácara em Mundo Novo. Na época a Polícia Federal estimou um prejuízo de cerca de R$ 60 milhões aos criminosos.

Entre os presos está o ex-subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Silvio César Molina e Douglas Alves Rocha, o Bodinho. Eles cumprem pena no presídio federal de Mossoró no Rio Grande do Norte. Molina ostentava ao ponto de ser visto circulando pela cidade de Mundo Novo em uma Ferrari avaliada em vários milhões de reais.

O grupo também era conhecido por promover festas de luxo e agir de forma violenta contra seus inimigos e desafetos. Jefferson Piovezan Azevedo, filho de Molina foi assassinado durante as investigações.

Na época também foram presos a esposa de Molina, Rosiléia, a filha, Jéssica, a nora Lizandra e Jefferson Bodão, cunhado de Jéssica, Jairo Rockembach, Maicon Henrique, Bonyeques Piovezan e Cláudio Cesar, além de outros membros da organização criminosa.

Ao todo o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul denunciou 22 acusados de integrar grupo criminoso organizado para o tráfico internacional de drogas. Eles estão sendo processados e alguns já foram condenados por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e crime de posse ilegal de armas de fogo.