Polícia Federal transfere operador do PSDB para cela feminina ‘ociosa’

Polícia Federal transfere operador do PSDB para cela feminina ‘ociosa’

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A Polícia Federal através do delegado Alessandro Netto Vieira informou ao juiz Luiz Antônio Bonat, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, novo magistrado da Operação Lava Jato, que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza será transferido para ‘uma cela individual, normalmente usada para presos femininos e que se encontra ociosa’.

A defesa do operador do PSDB relatou ao juiz que ele estava em uma cela de nove metros quadrados, com outros 11 presos, na Superintendência da PF, em Curitiba, e pediu a transferência para o Complexo Médico Penal, em Pinhais – região metropolitana da capital paranaense.

Os advogados do ex-diretor ressaltaram que na mesma cela haviam ‘presos acusados de toda sorte de crimes (inclusive hediondos), em local absolutamente insalubre, onde não é possível nem mesmo sentar ou deitar durante todo o dia e/ou noite’. Paulo Vieira de Souza foi preso em 19 de fevereiro pela Lava Jato do Paraná. O ex-diretor da Dersa ficou custodiado em São Paulo para acompanhar audiências de um processo na Justiça Federal paulista até a quarta-feira, 13, quando foi transferido para Curitiba.

Ao magistrado, o delegado relatou que ‘tão logo recebido o preso Paulo Vieira nesta unidade de polícia, ele foi encaminhado à carceragem onde ficou recolhido com os demais presos em situação absolutamente normal, porém separado da ala onde se encontram os presos decorrentes da operação Lava Jato, posto que em tal ala remanescem apenas presos que ostentam a condição de delatores’.

“Considerando as condições pessoais de Paulo Vieira noticiadas na petição retro e para evitar o acúmulo de presos em um único ambiente, será ele então, ainda na data de hoje, colocado em uma cela individual, normalmente usada para presos femininos e que se encontra ociosa”, comunicou o delegado.

Alessandro Netto Vieira destacou que ‘paralelamente, já estão sendo feitos contatos com o sistema prisional do Estado para providenciar a remoção dele (Paulo Vieira de Souza), visto preencher os requisitos de ser um preso preventivo e sem intenção de promover acordo de colaboração premiada’. O ex-diretor da Dersa foi indiciado pela PF por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na quinta-feira, 14.