Polícias investigam execução de cabo PM e não descartam crime organizado

Polícias investigam execução de cabo PM e não descartam crime organizado

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No local do crime rastro de violência, mas nenhum indício de assalto.

A Polícia Civil e a Polícia Militar através de seu setor de Inteligência trabalham na tentativa de esclarecer autoria e motivação do assassinato do cabo PM Elton da Silva Moura, executado com 14 tiros de pistola 9 milímetros na noite desta terça-feira (17) em Dourados. A primeira suspeita, levantada com a análise do modus-operandi dos criminosos, é de se tratar de crime com mando oriundo da fronteira em que a execução ocorre com muitos tiros, arma 9 milímetros e o veículo dos criminosos em seguida incendiado.

A execução ocorreu na casa do amigo de Elton, Herberte Gonçalves Mareco, 36 anos, que foi baleado em um dos braços e de raspão na cabeça, sendo socorrido e levado para o Hospital da Vida. Ligado ao tráfico, Herberte já foi preso, condenado e cumpriu pena por tráfico de drogas e atualmente cumpre pena em liberdade monitorado por tornozeleira eletrônica.

Demonstrando conhecimento do local do crime, os pistoleiros atacaram pelos fundos do quintal na residência na Rua Rouxinol, no Jardim Vista Alegre. Em meio a confraternização entre o cabo e o amigo com outros moradores na casa, surgiram dois homens armados que teriam anunciado assalto.

Para a polícia, a voz de assalto foi mero disfarce, o objetivo deles era matar. O cabo Moura foi atingido com dezenas de tiros e morreu no local enquanto o amigo era socorrido pelas pessoas que estavam na casa. A principal suspeita da polícia é de que o alvo principal seria o cabo PM.

Fuga e incêndio

Após a execução os pistoleiros fugiram em um Renault Sandero preto, pouco depois abandonado incendiado na Rua Jandaia, no BNH 4º Plano, não muito distante do local do crime.

O amigo

Filho de policial militar da reserva, Heberte Gonçalves Mareco registra prisão com meia tonelada de maconha em 2014. O Cabo Moura foi lotado no Batalhão da Polícia Ambiental e também no DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

Atualmente estaria na Companhia de Escoltas em Campo Grande. Ele foi investigado sob suspeita de ligação com quadrilhas que lideram o contrabando de cigarro paraguaio na região de fronteira. Outra situação que consta estar sendo investigada, é que ele teria familiar ligado ao tráfico.