Presidente afastado da CBF culpa a entidade por vexame internacional

Presidente afastado da CBF culpa a entidade por vexame internacional

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O presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol, Rogério Caboclo, culpou a própria CBF pelo vexame internacional deste domingo, na Arena, em São Paulo. Aos cinco minutos do primeiro tempo, agentes da Anvisa e da Polícia Federal entraram em campo para parar o jogo em razão da presença de quatro atletas argentinos (três deles titulares) que não cumpriram as regras sanitárias em território brasileiro e, por isso, não poderiam jogar. Agora, o árbitro Jesus Valenzuela, da Venezuela, e o comissário do jogo enviarão relatório ao Comitê Disciplinar da Fifa, que determinará as etapas a serem seguidas para a definição do confronto.

Em nota à imprensa, Rogério Caboclo criticou o episódio. “A interrupção, neste domingo, do jogo entre Brasil e Argentina por violação das regras sanitárias e migratórias é uma demonstração do desgoverno que tomou conta da CBF após meu injusto afastamento”, disse o dirigente.

Caboclo está impedido de ocupar o cargo depois das denúncias de assédio sexual e moral por parte de funcionários da entidade. Ele nega as acusações. “O próprio órgão que me afastou sumariamente, sem direito a defesa, já concluiu que não cometi a conduta de assédio”, diz no documento publicado neste domingo.

Caboclo diz que a volta do futebol no Brasil na pandemia é um mérito da administração dele. “Na minha gestão, conseguimos voltar com o futebol observando todos os procedimentos preventivos contra a Covid-19. Assim, o retorno das competições aconteceu sem problemas, como ocorre também na Europa e com outros esportes”, afirma.

O dirigente afastado critica, ainda, os procedimentos do atual mandatário interino da entidade, o vice Ednaldo Rodrigues. “O caso de hoje deveria ter sido resolvido pela CBF antes do jogo, evitando envergonhar o país e prejudicar as delegações, os patrocinadores e, sobretudo, o torcedor”, comenta Rogério Caboclo.

Mais à frente, aumenta os ataques. “A CBF precisa de gestão. O grupo que tomou a entidade de assalto, armando meu afastamento, está interessado apenas em retomar o modelo de corrupção que acabou depois que eu cheguei. O episódio de hoje deixa evidente a necessidade do meu retorno ao comando da CBF para cumprir o mandato para o qual fui eleito com 96% dos votos”, conclui o presidente afastado.

Interino se manifesta

Presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues falou em nome da CBF durante o episódio na Arena. “Lamento em nome de todos os desportistas, em nome de todos os filiados, de todo o público que estava também para acompanhar essa partida, os telespectadores, porque realmente causa indignação e acredito, com todo respeito a instituição Anvisa, mas a Anvisa realmente extrapolou em suas decisões porque poderia ter lidado com tudo isso antes, não depois do jogo começar”, disse o cartola.