Primeira prisão na Operação Campo Limpo acontece em açougue de Porto Murtinho

Primeira prisão na Operação Campo Limpo acontece em açougue de Porto Murtinho

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Estabelecimento flagrado atuando no sistema "podrão".

Nesta quinta-feira (6), policiais civis da Delegacia de Porto Murtinho, pericia criminal e vigilância sanitária atuaram em vistoria a estabelecimentos comerciais do município no combate ao comércio clandestino de carnes, no âmbito da Operação Campo Limpo, desencadeada em todo o Estado.

Em um dos estabelecimentos, foram encontradas diversas carnes que não possuíam notas fiscais nem comprovação de origem, podendo, inclusive, ser produto de abigeato, bem como estavam acondicionadas em desacordo com a legislação, conforme constatado pela vigilância sanitária e pela perícia criminal de Jardim.

No estabelecimento, foi constatada a falta de higiene, sendo encontrados barata, teias de aranha próximo as carnes e até gato andando na área do açougue. Sem condição de consumo, as carnes foram apreendidas para destruição pela vigilância sanitária. O responsável pelo local foi preso em flagrante enquadrado em crime sem arbitramento de fiança, sendo autuado delegado de polícia titular da Delegacia de Porto Murtinho.

Operação Campo Limpo

Nas primeiras horas da manhã, a Polícia Civil, através do Departamento de Polícia do Interior – DPI, Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato – Deleagro, Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO, realizou, com todas as 12 Delegacias Regionais que compõem o DPI, a Operação Campo Limpo, para o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações de combate ao crime de abigeato em todo o Estado.

A ação teve como objetivo garantir o patrimônio e a segurança dos produtores, trabalhadores e população que reside ou trabalha onde estão sendo desenvolvidas atividades rurais e contou com o apoio técnico do IAGRO – Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal e Vigilância Sanitária para aferir a regularidade sanitária das propriedades vinculadas às pessoas suspeitas.

Levantamento realizado nas Delegacias de Polícia envolvidas na Operação aponta que entre janeiro de 2020 e março de 2021 foram registradas a subtração de 433 cabeças de gado. Ao atual preço da arroba, as cifras ultrapassam o valor de um milhão de reais.