Procon Estadual autua (de novo) o Consorcio Guaicurus

Procon Estadual autua (de novo) o Consorcio Guaicurus

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Sem horário definido, ônibus transformam pessoas em "sardinhas".

Por conta do aumento cada vez maior no número de reclamações de usuários do transporte coletivo de Campo Grande, equipes de fiscalização da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast estiveram nas ruas fiscalizando a situação. Permanecendo várias horas em diferentes pontos de ônibus, as equipes constataram de perto a veracidade das denúncias.

Na permanência nos pontos de parada, embarque e desembarque dos ônibus foi possível às fiscais do Procon Estadual constatar que irregularidades vão além de atrasos, entre elas comprovadamente os atrasos, mas ainda entre outras, publicidade enganosa, ausência de informação ou informação inadequada má prestação ou não cumprimento dos serviços propostos pelo Consórcio Guaicurus.

As regiões da cidade alvo da verificação, foram, por enquanto, os bairros Monte Castelo e Jardim Tarumã, além da rua Rui Barbosa, na área central. No caso de publicidade enganosa vale notar que no site www.consorcioguaicurus.com.br, oficial da prestadora de serviços, consta locais para aquisição e recarga de cartões de transporte coletivo ao portador, entretanto na maioria dos lugares anunciados inexiste o serviço. Essa irregularidade foi constatada tanto no bairro Monte Castelo como região do Aero Rancho.

Veículos quebrados nas ruas, uma rotina diária.

Quanto a informações inadequadas ou ausência de informações o que se constatou é inexistência de tabela onde constem horário de saída e tempo de percurso entre o ponto de partida e o destino final ou, quando existe, não condiz com a realidade enfrentada pelos usuários, uma vez que, via de regra, o tempo de percurso é superior ao indicado.

Autuado pela segunda vez em pouco tempo, o consórcio pode recorrer se defendendo de mais essas denúncias corrigindo os problemas e não o fazendo terá que pagar entre R$ 5 e 100 mil de multas. A assessoria de imprensa do Consórcio não foi localizada para falar sobre o caso.

Quebrar o eixo ou cair a roda não é novidade, e pode matar passageiros ou transeuntes.