Professora e policial indígenas presos por extorsão eram investigados

Professora e policial indígenas presos por extorsão eram investigados

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Antônio Coca

A prisão da suposta líder indígena professora Dirce Cavalheiro Veron e do PM indígena sargento Waldison, foi desfecho de apuração efetuada pelo SIG, depois que a Polícia Civil levantou informação de que produtores rurais estariam sendo extorquidos por uma professora indígena e um policial militar.

Os policiais apuraram que a extorsão seria em razão de conflitos por terras entre indígenas desaldeados (não ligados a aldeias) e proprietários rurais na área conhecida como perimetral norte, em Dourados, localizada na região da Avenida Guaicurus. Os conflitos acabaram inspirando a dupla composta pela líder indígena Guarani-Kaiowá Dirce Veron, filha do líder e cacique Marcos Veron – morto supostamente a mando de pecuaristas em janeiro de 2003 – e o sargento Waldison Candido Francisco, de 46 anos, da etnia indígena e morador na Aldeia Jaguapiru, arrecadar dinheiro fácil.

Elaborado o plano, Dirce e Waldison procuraram os proprietários na área exigindo R$ 150 mil, garantindo que o pagamento colocaria fim aos conflitos na região, sendo que a dupla acirrou a cobrança no feriado de 12 de outubro. Com as principais informações apuradas. Equipes do SIG passaram a monitorar Dirce e o sargento desgarrado Waldison Cândido Francisco, de 46 anos.

Os investigadores descobriram que a dupla havia fechado “acordo” com proprietários em R$ 120 mil divididos em quatro parcelas semanais de R$ 30 mil e os ataques iriam cessar. N segunda-feira Dirce voltou a pressionar a vítimas, afirmando que se o “combinado” não fosse pago eles “não iriam mais dormir” e que a “coisa ia ficar feia” na região.

Foi então marcado local para pagamento da primeira parcela, o SIG monitorou o local do pagamento, acionou a Corregedoria da PM e assim que Dirce e o comparsa chegaram ao local combinado, estacionamento de um mercado, em uma motocicleta e receberam o dinheiro de um dos produtores, foram presos.

Acostumado

Consta que Waldison há tempos se envolve ou comanda problemas entre indígenas, produtores, a FUNAI e funcionários do órgão. Ele já teria comandado invasão da FUNAI inclusive sequestrando e ameaçando servidores.

Antigos funcionários da FUNAI várias vezes denunciaram as ações de Waldison para a Polícia Militar, mas nunca viram nenhuma providência. Ao contrário, dizem que ele foi recebendo promoções chegando a sargento.

Waldison antes de ser promovido.