Questões passionais e desacertos podem ser motivação para matança na fronteira

Questões passionais e desacertos podem ser motivação para matança na fronteira

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Mirna, apanhada hoje em cela vip de traficante.

Questões passionais e desacerto de contas entre membros de facções estão entre as motivações para a guerra instalada na fronteira e intensificada na chacina do último fim de semana em Pedro Juan Caballero. De acordo com a polícia paraguaia, o principal pivô seria Keldryn Romero Lesme, a Mirna, encontrada esta manhã em “cela vip” no presídio de Ponta Porã ocupada Faustino Ramón Aguayo Cabañas de 44 anos, apontado como mandante da chacina

Considerada amante narcotraficante Faustino Ramón, Mirna era casada com o ex-agente da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) Carlos Gustavo Rodríguez, 29 anos, que pediu demissão da instituição e morto com diversos tiros, é apontada como namorada de Osmar Vicente Cance, o “Bebeto” executado na chacina de sábado (9) em frente a uma casa de eventos em Pedro Juan Caballero, onde três jovens também foram mortas, entre elas Haylee Acevedo, filha do Governador de Amambay e sobrinha de José Carlos Acevedo.

O ex-agente e marido de Mirna, posteriormente foi investigado por supostas ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Rodríguez foi assassinado em dezembro do ano passado, após ser baleado no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero. Mirna foi vista chorando abraçado ao marido que tinha acabado de sair de uma academia.

Circulam informações do envolvimento dela também com Dênis Servin, assassinado com dezenas de tiros de fuzil na madrugada do dia 30 de agosto quando deixava uma festa rave em Ponta Porã. Dênis que era conhecido como “Pimentinha”, entrava na caminhonete dele quando foi cercado por homens armados que o fuzilaram.

Outro fato que surpreendeu os investigadores do caso é que além da amizade que tinha com Haylée, Mirna Keldryn, que estava na cela do narcotraficante, é filha do atual secretário Municipal de Sanidade e Higiene, Oscar Romero que já substitui o tio da garota como prefeito interino da cidade. A Força Tarefa que investiga o crime acredita que as ligações afetivas de Mirna podem ter de alguma forma desencadeado uma guerra entre traficantes, que acabou em um verdadeiro “banho de sangue” na fronteira.