Rixa entre bandos rivais foi o estopim para a Operação Nêmesis em...

Rixa entre bandos rivais foi o estopim para a Operação Nêmesis em Três Lagoas

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Autoridades divulgam motivação e saldo de operação (Foto:Divulgação)

A Polícia Civil divulgou no início da tarde desta terça-feira (20), os primeiros resultados da Operação Nêmesis, desencadeada nas primeiras horas de hoje. De acordo com o delegado Ailton Pereira, do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas, investigação identificou que quatro mortes ocorridas no município entre dezembro de 2016 e maio de 2017 estavam relacionadas e o motivo seria rixa entre grupos rivais dos bairros Vila Haro e Guanabara.

O delegado relata que o estopim para a série de mortes teve início em dezembro de 2016 quando os integrantes se desentenderam e durante uma festa houve troca de tiros e “Fernandinho” foi baleado e morreu a caminho do Hospital. Ele seria primo de um interno do Presídio de Segurança Média (PSM) conhecido como “Jacaré”, que decidiu se vingar do grupo rival. Conforme foi apurado “Jacaré” e “Fazenda” seriam os lideres deste grupo.

MORTES

O primeiro a ser morto foi Maciel Soares de Sousa Junior, de 14 anos, executado a tiros no dia 7 de maio de 2017 no Jardim das Violetas. O segundo, Paulo Vieira da Silva, teve o corpo encontrado às margens da BR-158, saída para Brasilândia, na noite de 8 de maio de 2017.

Os investigadores descobriram que duas pessoas chegaram à casa de Paulo na noite de 7 de maio perguntando o paradeiro de seu filho, Giovani Jorge de Oliveira da Silva, o “Cuduro”, e de Maciel, a vítima disse que não sabia onde as duas pessoas estavam. Paulo então foi colocado em um carro e levado para uma casa, torturado, morto e seu corpo desovado às margens da rodovia.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, “Cuduro” foi a terceira vítima do grupo e foi pego em uma emboscada. O jovem foi procurado por algumas pessoas que afirmaram saber quem matou seu pai e que o levaria até os assassinos.
“Cuduro” foi levado para o tribunal do crime, foi julgado, “condenado” e morto. Fotos do corpo de Giovani foram compartilhadas em grupos do Whatsapp, mas até hoje o cadáver não foi localizado.

OPERAÇÃO

A operação contou com o apoio da Polícia Civil, Policia Militar, Polícia Federal, Policiais do Garras de Campo Grande e apoio aéreo através de helicóptero do GPA. Onze pessoas envolvidas nos crimes foram localizadas e presas, sendo duas delas apreendidas, pois quando dos crimes eram adolescentes. Dois dos envolvidos já estavam presos e os sete presos hoje levados preventivamente ao Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

Apoio aéreo, GARRAS e CHOQUE foram deslocados de Campo Grande