O episódio em que a prefeitura de Campo Grande informou ao Ministério da Saúde a existência de 13 ambulâncias funcionando normalmente, quando na prática apenas três, estariam disponíveis, pode geral algum tipo de apuração a nível federal. Não são descartadas ações do Ministério Público e Polícia Federal.
A suposta pegadinha foi descoberta em meio a série de reportagens realizadas pela TV Morena mostrando o caos na saúde em Campo Grande que além de postos e UPAS lotados, se estende à deficiência ou falta de atendimento pelo SAMU. A deficiência no atendimento é “justificado” pela falta de ambulâncias em razão de defeito ou falta de condições para uso.
Outra questão definida por profissionais de saúde e socorristas como desleixo na saúde municipal, é a falta de macas nas Unidades de Pronto Atendimento – UPAs ou centros de saúde. Por conta disso ambulâncias do próprio SAMU e principalmente do Corpo de Bombeiros, diariamente ficam paradas por conta de macas retidas nesses locais.
Com a falta de macas, o paciente socorrido é recebido na Unidade, mas mantido na própria maca dos socorristas até que “sobre” alguma na unidade de saúde, o que costuma chegar a 2 ou 3 horas, período em que a ambulância ou Resgate do Corpo de Bombeiros precisam ficar fora de operação.
Risco
A precariedade no pronto atendimento de saúde em Campo Grande, causa apreensão e mesmo medo a pessoas que atuam na área de socorro. Diariamente é questionado o que fazer em caso de um grande acidente em Campo Grande, como e onde pessoas serão socorridas.
Esse questionamento surgiu recentemente por conta de um acidente ocorrido na BR-262, região de Terenos em que um micro-ônibus bateu na traseira de um caminhão. Com cerca de oito passageiros vitimados, houve dificuldade de encaminhamento dessas pessoas para atendimento médico.
A medida em que Bombeiros faziam a regulação (para onde levar cada paciente) eram informados que UPAs próximas como Santa Mônica e Almeida, estavam lotadas e assim impossibilitadas de receberem mais que duas ou três vítimas. Com isso, socorristas precisaram atravessar Campo Grande levando vítimas para atendimento no Bairro Tiradentes. Além do socorro, o problema segue com falta de médicos e medicamentos em postos ou UPAs e principalmente vagas em hospitais.
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