Servidor flagra homem tentando reaver arma de crime em carro apreendido

Servidor flagra homem tentando reaver arma de crime em carro apreendido

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Arma de crime foi deixada em carro apreendido

Funcionário do Detran-MS flagrou Wesley Augusto Filgueira Leite Pinto, tentando resgatar um revólver escondido em um carro que havia sido apreendido pela Polícia Militar durante operação no último fim de semana. Wesley foi abordado no sábado (12) por policiais do Grupo de Operações e Investigação da Polícia Civil que investigavam uma tentativa de homicídio ocorrida no bairro Moreninhas.

Ele foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos e o veículo que ele utilizava, um Golf com placas de Campo Grande, apreendido e levado para o pátio do Detran na saída para Rochedo, pois estava com documentação irregular. Na segunda-feira (16), Wesley esteve na sede do Departamento, acompanhado do proprietário documental do veículo, com a alegação de que teria deixado sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) dentro do carro.

Um funcionário do Detran acompanhou Wesley até o veículo e notou que ele procurava o documento em locais incomuns. O delegado Bruno Henrique Urban, que estava de plantão na Deletran (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados à Atividade Exclusiva de Trânsito) foi acionado.

Assim que o servidor percebeu o que estava havendo, mandou que Wesley deixasse a arma onde estava, chamou o vigia e acionou o delegado, que realizou a prisão. Wesley foi autuado e liberado após pagar uma fiança de três salários mínimos e irá responder por porte ilegal de arma de fogo.

O revólver calibre 38 sem munições, estava entre o freio de mão e o banco do motorista. “Primeiramente ele disse que não era dele, mas depois confessou que estava com a arma, que havia escondido a pedido de um amigo chamado Leonan”, explicou. A arma foi usada na tentativa de homicídio em que Vitor Hugo Rosa Francisco foi atingido com um tiro na nuca em uma festa organizada por Wesley no sábado à noite.

O servidor do Detran-MS, que terá sua identidade preservada, disse que agiu no impulso. “Eu vi que era uma arma, tive receio, mas precisava agir”, explicou. De acordo com ele, o rapaz chegou a pedir que ele deixasse passar despercebido, mas diante dos fatos o funcionário achou correto alertar a força de segurança competente. “Tive medo, mas não poderia agir diferente”, afirmou.