Sobe para 58 o número oficial de mortos em Brumadinho

Sobe para 58 o número oficial de mortos em Brumadinho

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O porta-voz da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente coronel Godinho, informou, na noite deste domingo, um novo balanço da operação de resgate em Brumadinho, após rompimento em barragem na Mina do Feijão, pertencente à Vale. Oficialmente, são 58 mortos e 305 desaparecidos. Cento e noventa e duas pessoas foram resgatadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 24 mil pessoas foram afetadas de algum modo pelo rompimento da barragem.

Em entrevista ao GloboNews, o tentente-coronel Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, informou que o trabalho de buscas seguirá durante toda a madrugada, apesar das dificuldades em regiões como o do refeitório e de uma pousada. Um ônibus foi localizado durante a noite, e foi iniciado o trabalho de remoção de corpos, o que deve aumentar pela manhã o número oficial de mortos.

Aihara reiterou que a população não deve se aventurar nos pontos mais atingidos, sob o risco de ocorrerem mais acidentes. “Há pontos com 15 metros de profundidade de lama”, alertou.

Ônibus

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, informou que dez corpos de funcionários da Vale foram encontrados dentro de um ônibus, que estava soterrado pela lama causada pelo rompimento da barragem. O ônibus estava soterrado na lama, em Brumadinho e foi necessário um maquinário específico para a sua remoção. Os bombeiros já suspeitavam que tivessem mais pessoas sem vida no veículo.

Prefeito dispara contra Vale e governo de Minas
Em entrevista coletiva concedida na tarde deste domingo, o Prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo Barcelos, disse que “não tem que pedir desculpas” e culpou a Vale e o governo do Estado de Minas Gerais pela tragédia após o rompimento de uma barragem da mineradora.

“A responsabilidade tem que ser toda da Vale”, afirmou o prefeito, após ser indagado pelo dano às milhares de famílias afetadas na região. “A Vale foi inconsequente e incompetente”, disparou ele. “Não vamos aceitar a Vale ficar de braços cruzados. Eles não podem deixar as vítimas na mão”. Questionado sobre a fiscalização, Avimar foi assertivo: “A culpa é do Estado”. “A prefeitura não tem nada a ver com isso”.