Transporte coletivo em Campo Grande mais caro, mas segue com velhas carroças abarrotadas

Após uma série de situações aparentemente cênicas de um lado anunciando greve, de outro relatando grave dificuldade financeira, no outro, legisladores e executivo se fartando em falas anunciando “discussão” do problema da população, a Prefeitura de Campo Grande apoiada pelos vereadores, entendeu que o problema financeiro do Consórcio Guaicurus é mais preocupante que o da população, e fechou em R$ 4,65 o valor da tarifa de ônibus coletivo aos usuários urbanos.

O anúncio de aumento da tarifa impõe obrigatoriedade apenas ao cidadão, pagar, não inclui obrigatoriedade do consórcio renovar sua frota ou outra melhora, ficando claro que a população continuará obrigada engolir um transporte da pior qualidade, demorado, veículos sucateados, com defeito, sujos, com horários apenas no papel, abarrotados e que em tempo seco são tomados por terra, na chuva obrigam usuário usar guarda chuva.

Conto da Pandemia

Por conta da pandemia o consórcio retirou de circulação dezenas de ônibus sob alegação de prejuízo. A retirada que seria por questões sanitárias, na prática foi uma “válvula de escape” para o consórcio tirar de circulação os ônibus articulados, muitos substituídos por micro-ônibus transformando aleatoriamente e com conivência do executivo e legislativo o transporte coletivo da cidade, em mero serviço de lotação. Toda a modificação foi enfiada goela abaixo na população com promessa das partes, de que passada a pandemia tudo voltaria ao normal.

O dia a dia no tranporte coletivo de Campo Grande dividio entre lotação e quebras.

Executivo

Outra estratégia do consórcio para prejudicar a população sem incômodo por parte da prefeitura, foi sob o rótulo de provisório, acabar com o sistema executivo. Uma denominação por conta de um sistema de ar condicionado que funcionava “meia boca”, mas garantia tarifa mais alta. A pandemia passou, mas o sistema simplesmente desapareceu sem que isso despertasse algum tipo de preocupação por parte dos vereadores, inclusive os dedicados ao transporte e menos ainda pela prefeitura.

Apesar do transporte coletivo ser um escárnio ao cidadão de Campo Grande, segue recebendo fortunas dos poderes municipal e estadual sob rótulo de subsídios, que incluem isenções de impostos, renúncia por multas aplicadas e outros benefícios impossíveis ao cidadão comum.

No ponto, mas quebrado.
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Institucional

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