Vazamento de óleo no Nordeste é página virada, diz presidente da Embratur

Vazamento de óleo no Nordeste é página virada, diz presidente da Embratur

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Agência Brasil

O vazamento de óleo que atinge a costa Nordeste brasileira já é página virada. É como define o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Gilson Machado. Nesta segunda-feira (25), destacou que a região registrou uma das maiores taxas de ocupação hoteleira no feriado de 15 de novembro. O secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, sustentou que o governador do estado, Paulo Câmara (PSB), se engajou pessoalmente junto ao comitê de crise instalado na unidade federativa para retirar os dejetos do mar.

Os governos estaduais, com apoio do governo federal, trabalharam para retirar o óleo do litoral, em uma tarefa que, segundo garantem Machado e Novaes foi bem sucedida. O presidente da Embratur destacou que, há 20 dias, saiu do gabinete e percorreu o litoral nordestino. “E a gente teve óleo em algumas praias no Nordeste com a característica que o Rodrigo disse, um óleo mais denso, que não intercalava.

Você chegava e conseguia tirar com certa facilidade. O governo federal colocou a Marinha à disposição, o Ibama, o ICMBio. E a população (por meio de voluntários) ajudou muito. Tanto que você vai à praia e não tem mais óleo”, assegurou.

O mandatário garante ter mergulhado no litoral, em maré cheia, nos municípios de Tamandaré (PE), São José de Coroa Grande (PE), Maragogi (AL) e São Miguel dos Milagres (AL). “Se tivesse algum óleo encostado tinha aflorado, e não foi constatado nada disso. Então, acho que essa questão é página virada. Tivemos o maior fluxo em novembro de hóspedes dos últimos 10 anos”, garantiu. “Graças a Deus os hotéis estão lotados, o turismo interno brasileiro e o externo estão em franca recuperação. Pernambuco merece atenção especial, pois tem tudo que se procura no turismo brasileiro”, celebrou.

O monitoramento à possibilidade de surgimento de novo óleo continua em Pernambuco. O governo, no entanto, trata como uma causa superada. Novaes diz que o litoral pernambucano foi o que recebeu o maior número de quantidade do óleo, mas destaca que o comitê de crise instalado pelo governador deu uma pronta resposta.

“A gente conseguiu, com muita previedade, dar resposta positiva. Em menos de 24h não existia mais óleo. A imprensa botou durante 40 e 50 dias falando de óleo, mas, aqui, limpamos em 24h a nossa costa. Graças a uma ação conjunta de todos os entes”, afirmou.

Voluntariado

Especificamente na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, o óleo não chegou a atingir a costa, assegurou Novaes. “É importante que fique claro que, na praia de Porto de Galinhas, em momento algum chegou óleo. E tão logo chegou nas proximidades de Maracaípe até Muro Alto, foi limpo. Não chegou na praia de Porto de Galinhas. Houve intercorrência em Maracaípe, mas, em 24h, conseguimos limpar tudo. Hoje, o monitoramento continua, mas, graças a Deus, não se fala em óleo”, sustentou.

O sucesso é atribuído pelo secretário ao trabalho conduzido por Paulo Câmara. “O governador conduziu isso pessoalmente e todos os dias, nessas últimas semanas em que criou e presidiu o comitê de crise, ele coordenou ações e tivemos participação ativa dos bombeiros, da estrutura (do Porto) de Suape, do Codecipe (Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco), e justamente localizando e litrando ocorrência da presença do óleo, coordenando ações de limpeza e de descarte. É um trabalho que continua e permanece até que estejam aí completamente esgotadas todas as intercorrências”, comentou Novaes, que também celebrou a participação ativa de populares, que ajudaram como voluntários.