Morte em vingança por atrito em boate.

Nesta segunda, começa julgamento do caso “Playboy da Mansão” na Capital

Nesta segunda-feira (16), Jamil Name Filho é julgado em Campo Grande pelo assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, o “Playboy da Mansão”, morto a tiros em outubro de 2018. “Jamilzinho” já é condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato de Matheus Coutinho, morto a tiros de fuzil em 2019 no lugar do pai. Um forte esquema de segurança foi montado para os quatro dias de júri a partir desta segunda-feira e que pode se estender por mais três dias. Name Filho será ouvido por videoconferência, da Penitenciária Federal de Mossoró com os outros réus no plenário do júri.

Uma das medidas adotadas pelo juiz foi: “Fica autorizada a participação da imprensa em geral que pretende exercer o direito de informar a sociedade dos fatos que lhe interessam, até porque as sessões do júri são públicas”, traz a decisão do juiz Aluízio Pereira sobre de como será o júri.

Está proibida a instalação de equipamento de imagens sem operador. “Por outro lado, não será permitida a instalação de equipamento fixo com webcam no plenário para captar imagens, áudio, depoimentos, etc., sem operador”, diz a decisão.

Outra proibição é de manifestações no plenário, e camisetas ou cartazes com fotos ou frases sugestivas. “Não custa relembrar que, dentro do Plenário na área interna do Fórum, não será permitida a manifestação, ainda que de forma subliminar, como uso de vestimentas, cartazes, incluindo fixação em grades, fotos ou frases sugestivas de condenação ou absolvição, assegurando-se, com isto a total isenção dos jurados e, sobretudo, a ordem do julgamento”.

Playboy da Mansão

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul relata como foi planejado e executado o crime. Na época, Marcel estava em uma cachaçaria, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, quando foi baleado e morto. Ainda segundo o MPMS, o crime foi executado por Juanil, auxiliado por Marcelo Rios, José Moreira e Everaldo Martins. Ação a mando de Jamil Name e Jamil Name Filho. Além disso, por um erro na execução do crime, um outro homem também foi atingido no local por um tiro.

Foi apurado ainda que Rafael Antunes foi o responsável por esconder a arma do crime, com participação indireta. A denúncia relembra que a motivação do crime foi um desentendimento entre Marcel e Jamil Name Filho em uma boate, quando Marcel teria agredido Name com um soco no nariz. O assassinato aconteceu em 2018, mas a rixa entre vítima e mandante começou em 2016, quando se desentenderam por causa de balde de gelo. Em 2021, Jamil negou ser o mandante da morte, mas confirmou o atrito.

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