Tentando "mascarar" o crime, homem se apresendo na delegacia.

Pai confessa que enforcou e matou filha de 12 anos em Várzea Grande

Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi assassinada pelo próprio pai após ele flagrar uma conversa da menina com um garoto pelo Instagram, em Várzea Grande, Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, Claudinei da Silva, 42 anos, enforcou a filha, provocando um sangramento intenso pelo nariz. Mesmo diante da gravidade da situação, ele não acionou socorro e fugiu da residência.

As informações foram reveladas pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela prisão em flagrante do indivíduo, autuado por feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

De acordo com o delegado, pai e filha haviam passado o domingo em uma confraternização familiar em um clube, onde comemoravam o aniversário do avô da menina. Conforme o relato prestado por Claudinei, ele consumiu bebida alcoólica durante o evento e, ao retornar para casa, pegou o celular da filha.

Ao acessar o aparelho, encontrou mensagens trocadas entre Olga e um menino por meio do Instagram. Ao repreender a adolescente, os dois iniciaram uma discussão. Em depoimento, ele confessa ter esganado a filha durante o desentendimento.

Segundo o delegado, o enforcamento foi tão intenso que causou o rompimento de vasos sanguíneos da menina, provocando sangramento nasal. Após as agressões, Claudinei deixou a residência sem prestar qualquer tipo de assistência, como se nada tivesse acontecido.

“Quando ele percebeu a gravidade da situação e viu o sangue, ainda havia a possibilidade de acionar socorro. Em vez disso, ele fugiu. Pensou na própria integridade, mas não na vida da filha”, afirmou Nilson Farias. Durante os trabalhos periciais na casa localizada no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, foram encontradas manchas de sangue no quarto onde a adolescente foi localizada e também em uma bermuda pertencente ao autor do crime.

A mãe da vítima encontrou Olga caída no chão de um dos cômodos da residência e a levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá. No entanto, a adolescente já chegou morta à unidade. O delegado destacou que a autuação foi realizada por feminicídio, e não por lesão corporal seguida de morte, porque o pai tinha plena consciência do risco de provocar a morte da filha.

“Ele tinha consciência, mesmo sob efeito de álcool, de que um homem forte, apertando o pescoço de uma menina de 12 anos, obviamente poderia matar. Quando ele vê o sangue, ele poderia socorrer, de forma alguma, mas ele foge, pensou na integridade dele, na vida dele, mas não pensou nela. Ele assumiu a responsabilidade de causar a morte dela”, disse Farias.

Após fugir, Claudinei se apresentou espontaneamente à polícia. Durante o primeiro contato com os investigadores, demonstrou nervosismo e chegou a mencionar a possibilidade de cometer suicídio. Ele permanece preso e à disposição da Justiça.

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