Animais doentes ou murtilados no local. (Ilustração)

Polícia Ambiental estoura rinha de galo e prende proprietário em Terenos

A Polícia Militar Ambiental estourou neste domingo uma rinha de galo que funcionava no Residencial Antônio Honostório de Rezende, em Terenos. O dono da rinha onde haviam 80 galos, foi preso em flagrante e quatro envolvidos detidos. Além de animais, muitos deles doentes ou mutilados, o grupo estava de posse de muito dinheiro destinado ou oriundo de apostas. A ação da Polícia Militar Ambiental foi desencadeada a partir de investigação apurando denúncia anônima apontando a rinha, situação confirmada com a ação. No momento do flagrante várias pessoas participavam ou acompanhavam a rinha nos fundos do imóvel onde ainda consumiam bebidas alcoólica em volta de “ringues” onde galos lutavam em meio a apostas em dinheiro por parte das pessoas.

Na ação foi identificado e preso o proprietário da rinha e organizador do evento, Elias Alencar de Menezes. Foram constatados três ringues, onde as apostas eram pré-acordadas e anotadas em um caderno sendo controladas por Elias. Além disso, foram localizados no interior da residência diversos materiais e instrumentos para a prática do crime ambiental, e ainda, esporas de metal e plástico, materiais cirúrgicos veterinários como tesoura, pinça, seringas, serras para cortar as esporas dos animais e medicamentos, todos associados para a prática de rinha.

Proprietário ameaçou

Durante o trabalho dos policiais o proprietário, Elias Alencar, ameaçou os policiais, indagando ser parente de Policial Militar quando questionou de forma ameaçadora “sabe de quem eu sou primo? Vocês sabem com quem estão mexendo? Sou Primo de policial da Florestal!”. Ainda na residência de Alencar, foi encontrada no quarto, uma espingarda cartucheira calibre 36, cartuchos intactos, espoletas e pólvora. Além de confessar a propriedade da rinha, Elias confessou a propriedade da arma e assessórios além dos materiais utilizados para rinha de galo, bem como ser proprietário de 80 galos para lutas. Ele acabou preso pela posse de arma, ameaça à equipe policial e crime ambiental de maus-tratos.

Nas entrevistas dos abordados, foram identificados mais quatro autores do crime ambiental, sendo tutores dos animais usados para rinha e em posse de quantias em espécie para pagar as apostas. Um dos participantes da rinha era proprietário de um galo e estava de posse de R$ 870 em dinheiro. Outro, era proprietário também de um galo e estava com R$ 855,00, o terceiro também proprietário de um galo tinha R$ 600 e o proprietário de três galos de rinha estava com R$ 1.306. Elias, organizador do evento e proprietário de 80 galos de rinha estava de posse de R$ 3.024 em dinheiro.

A operação constatou que todos os animais se encontravam em situações de maus-tratos. Um dos galos estava morto e foi escondido durante a fiscalização, de modo a dificultar a vistoria “in loco” para que não fosse encontrado. Os que não estavam em luta na rinha, estavam acondicionados atrás do galpão em gaiolas de madeira inapropriadas e de dimensões inadequadas, sem acesso a água e alimentação adequada, conforme lei que trata de crimes ambientais. Alguns animais estavam machucados e com as penas arrancadas devido a rinha. Preso, o grupo passou por exame der corpo de delito e foi encaminhado para a Polícia Civil em Terenos, sendo lavrado multas no total de R$ 58 mil.

Feridos, animais aumentam risco de doenças.

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