
AS HISTÓRIAS DO KAXOTEEsporte, política e inconfidências....
Era um sábado de muito sol e calor no verão douradense de 1991 e nós cumprindo expediente na Rádio Clube de Dourados no departamento de esportes. Enquanto o intrépido Edilson Carlos, o popular ‘Geninho’, preparava o plantão esportivo para a transmissão de domingo, o Antonio Coca, o saudoso Jorge Antonio Salomão e eu separávamos o equipamento para a viagem até Campo Grande. A gente iria (e fomos, claro) transmitir um jogo entre Comercial e Ubiratan no Morenão.
Mesmo sendo o dono da emissora, ‘Seo Jorge’ fazia questão de inspecionar e testar toda a parafernália que a gente levava para os estádios: maletas, fones, microfones, fios, pilhas, fitas adesivas, etc. Até a pasta com as propagandas ele conferia se estava dentro das pesadas malas de couro. Não podia faltar nada.
Apressado come cru
Mas, naquele dia ele tinha um compromisso no centro da cidade e estava com pressa. Outro bastante apressado naquele sábado era o Geninho. Por volta das 10h30 os dois deixaram o prédio da rádio na Rua Ciro Melo. Seo Jorge dirigindo um GM Monza (carro top na época) e o Geninho em uma Calói 10 que tinha acabado de comprar, gastando quase todas as suas economias.
Não deu meia hora os dois voltaram quase ao mesmo tempo pra emissora. Ambos esbaforidos. Jorge Antonio muito bravo porque um ciclista bateu no carro dele na rotatória que existia no cruzamento da Weimar Torres com a João CândidO da Câmara, em frente aos Correios. Alguns minutos depois veio o Geninho, todo estropiado e contou que tinha sido atropelado, no mesmo local, por um motorista ‘barbeiro’.
Logo todos que estavam trabalhando ligaram as pontas: o velho Jorge tinha atropelado o próprio funcionário. Graças a Deus ninguém se machucou e o que era preocupação virou zoação, com o Geninho claro, porque ninguém tinha coragem de azucrinar o dono da firma. Até hoje o Edílson reclama que não ganhou uma bicicleta nova.
Sensação
Vento
Umidade