Apreensão de quase meia tonelada de cocaína pode gerar desdobramentos

Apreensão de quase meia tonelada de cocaína pode gerar desdobramentos

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Suspeita é que droga seria enviada para o exterior.

A operação realizada pelo DRACCO nessa terça-feira (31), que apreendeu 461 quilos de cocaína pura em Campo Grande, pode ter desdobramentos e levar a novas prisões inclusive fora da Capital. A partir dos depoimentos contraditórios dos homens que atuavam como “guardiões” do bunker onde a droga era armazenada e detalhes apurados pelos policiais e peritos no local da apreensão as investigações seguem em várias direções e alvos.

O deposito foi estourado no andamento de investigação em combate ao crime organizado ligado ao narcotráfico, realizada na Operação Hórus do Ministério da Justiça. A investigação levou o DRACCO a monitorar o até então, suposto ponto de armazenamento de drogas localizado na casa em construção com uma funilaria de fachada na Rua Ana Rosa Castilho Ocampos, no Novos Estados.

Os dois homens de 38 e 40 anos abordados na casa se mostram extremamente nervosos e contraditórios. Dentro do imóvel em obras, os agentes localizaram o bunker preparado no subsolo onde estava armazenada a cocaína, distribuída em 353 tabletes personalizados.

Guardava em casa

Ao vistoriar a casa de um dos vigias do bunker, a polícia constatou que ele “guardava” em casa uma considerável quantidade de cocaína. Foram apreendidas mais 47 embalagens que pesaram 54 quilos da droga. O homem não esclareceu se a droga na casa seria uma espécie de pagamento pela vigilância no depósito ou estava sendo desviada. Além de cocaína a polícia apreendeu um caminhão antigo, Chevrolet D-60 e uma motocicleta.

Prejuízo ao crime

A ação da Polícia Civil através do DRACCO gerou um prejuízo ao crime organizado para o tráfico estimado só na droga, em R$ 11,525 milhões e ainda em torno de R$ 30 mil entre caminhão e motocicleta.

O último subsolo para guarda de cocaína na Capital, foi estourado pela PF na década de 90.