Cinco travestis são condenadas por morte de colega

Cinco travestis são condenadas por morte de colega

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Em julgamento concluído só no final do dia nesta quarta-feira (7) pelo Tribunal do Júri de Dourados resultou na condenação de cinco, das seis travestis acusadas na morte da também travesti Marciano Ferreira dos Reis, a “Paolla Bracho”, ocorrida em 22 de março do ano passado, durante desentendimento por atuação em ponto de prostituição.

O crime aconteceu no cruzamento da avenida Joaquim Teixeira Alves com a rua João Candido Câmara, centro da cidade. Ao final do julgamento presidido pelo juiz César de Souza Lima, Alex Martins Joaquim, a “Rahine” (27), foi condenada a 15 anos e seis meses de prisão. Gleison Venilson da Silva Martins (25), a “Kimberly”, pegou 14 anos e seis meses, mesma pena aplicada a Jullyan Luccyan de Oliveira Mendes e Marcelo Flavio Gomes Pinheiro. Outro réu, Matheus Elias Camargo Júlio, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão.

Conforme o processo, nenhum dos condenados possui antecedentes criminais, mas cumprirão suas penas em regime fechado. Já a travesti Leandro Daniel da Silva Sena, foi absolvida do caso.

O crime

Paolla foi morta na madrugada do dia 22 de março de 2017 durante briga generalizada que teve início na rua Joaquim Teixeira Alves, em frente ao Bradesco e terminou na rua João Cândido Câmara, próximo ao banco Santander, na região central de Dourados.

Conforme relatado pela polícia na época, 12 facadas nas costas, duas na nuca e mais três na região do tórax atingiram a vítima que morreu no local. A região, segundo populares, continua sendo ponto de prostitutas e travestis.