Polícia civil divulga balanço da Operação Mortalha

Polícia civil divulga balanço da Operação Mortalha

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A Polícia Civil através do Serviço de Investigações Gerais – SIG de Dourados, concluiu na manhã dessa segunda-feira (29), a Operação Mortalha, que buscou integrantes de facção criminosa envolvidos em assassinato através do “Tribunal do Crime”, quando a vítima é julgada por membros de quadrilha que estão recolhidos em presídios.

De acordo com o delegado Rodolfo Daltro, titular do SIG e encarregado da operação, a investigação teve início na manhã de 18 de abril deste ano, quando o corpo de Wagner Sebastião dos Santos Haak foi encontrado, envolto em lençol, no local conhecido como “Mata do Bairro Cachoeirinha”. No corpo policiais e peritos constataram marcas características de tortura e enforcamento.

Investigações realizadas pelo SIG e DEFRON apuraram que Wagner foi morto em razão de dívidas contraídas na cadeia com integrantes de facção criminosa que em represália definiram que ele fosse capturado, torturado e morto. Definida a “sentença”, Wagner foi atraído por sua namorada, Patrícia Conceição Ventura, com a finalidade de ser torturado e posteriormente morto.

Ainda conforme o delegado Daltro, também atuaram no plano de emboscar a vítima, duas filhas de Patrícia, Karla Ventura Rosa e uma adolescente de 16 anos. Em seguida os envolvidos definiram que a vítima seria torturada e morta em uma casa localizada no Bairro Cachoeirinha.

Com o decorrer da investigação, foi apurado que Wagner foi morto após o liderança da facção, Edson de Souza Alencar, o “Edinho Cadeirante” ou “Bidala” ter determinado a execução. Além de Edson, foi preso em flagrante pela morte de Wagner o indivíduo Alex Júnior, considerado o “braço-direito” da liderança.
Em continuidade às investigações, o SIG e o DEFRON descobriram que Matheus Willem Souza Santos, o “Raridade”, em companhia de outro elemento, foram os executores materiais do crime torturando e matando Wagner. O corpo da vítima em seguida foi envolto em um lençol e transportado em um veículo Corsa, utilizado por Peterson Fernandes Barreto e Gabriel Henrique da Silva.

Com a investigação concluída e definidas participação e função de cada um no crime, os delegados do SIG e DEFRON representaram pela decretação das prisões temporárias de Patrícia, Karla, Matheus, Peterson Fernandes Barreto e Gabriel Henrique da Silva. Foi efetuada ainda a apreensão do veículo utilizado para transportar o corpo.

Matheus, que se encontrava evadido do regime semiaberto, foi detido no dia 19 deste mês e encaminhado para àquela unidade penitenciária. Entretanto, na madrugada do último sábado ele serrou as grades do semiaberto e novamente se evadiu.

Contudo, ao serem cumpridos os mandados de prisão e buscas, Matheus foi localizado e recapturado na residência de Patrícia, sua sogra, onde estava escondido. Já na residência de Gabriel da Silva foi apreendida uma espingarda calibre 12, duas munições para a arma, um simulacro de calibre 12, porções de maconha e uma motocicleta produto de furto. Gabriel foi autuado por tráfico de drogas, porte de arma de fogo de uso restrito (cano da espingarda calibre 12 estava serrado) e receptação, além de ser cumprido o mandado de Prisão Temporária pela prática do homicídio.

Todos os alvos da Operação Mortalha foram presos, e agora o Inquérito será finalizado pelo Delegado do SIG e encaminhado para apreciação do Ministério Público e Poder Judiciário.

Bande deve ser encaminhado ainda hoje para presídio.