Polícia Federal desmonta lavagem de dinheiro na fronteira com Bolívia

Polícia Federal desmonta lavagem de dinheiro na fronteira com Bolívia

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Esquema garantia boas moradas. (divulgação)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29), nas cidades de Corumbá, Belo Horizonte e Quinta do Sol, no Paraná, a Operação Mamon, com a finalidade de desarticular organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro. São mobilizados 60 policiais federais para o cumprimento de quinze mandados de busca e apreensão. Simultaneamente, foi realizado o sequestro de 4 imóveis e 61 veículos avaliados em cerca de R$ 8 milhões.

A ordem judicial também determinou suspensão de atividades econômicas de quatro empresas de fachada, além do bloqueio de valores em contas bancárias. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Segundo as investigações da PF, o grupo criminoso ostenta um elevado padrão de vida e se vale de um complexo esquema de lavagem de dinheiro, o qual envolve o sistema bancário, operadoras de crédito, cheques, compra e venda de veículos, e transações em espécie. Somente em 2020, os criminosos teriam movimentado mais de R$ 20 milhões.

Ficou evidenciada a utilização de laranjas e empresas de fachada para ocultação de bens e valores provenientes de diversos crimes como tráfico de drogas e contrabando. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de capitais e organização criminosa cujas penas, somadas, podem ultrapassar 15 anos de prisão.

Os carrões também mostram padrão do grupo.

Mamon é transliteração da palavra hebraica “Mamom”, a qual significa ‘dinheiro’ ou ‘riquezas’. O termo é popular em estudos bíblicos, os quais personificam Mammon como um dos sete príncipes do inferno, associado ao pecado capital da ganância. Segundo a teoria, aqueles que praticam ilícitos com o fim de acumular bens e ostentá-los, à exemplo do que fazem estes investigados, são ditos “servos de Mammon”.

Na pandemia

Em razão da situação de pandemia da COVID-19, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na missão, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.

Dinheiro, joias e arma até na privada.