Procon autua postos vendendo gasolina a preço exorbitante

Procon autua postos vendendo gasolina a preço exorbitante

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Em grande parte do Brasil a greve dos caminhoneiros em protesto contra a exploração da Petrobras com preços de combustíveis, começa a virar caso de polícia. O problema não está nos caminhões parados ou no desabastecimento que começa a acontecer, mas na ganância de comerciantes principalmente proprietários de postos de gasolina tirando proveito da situação cobrando preços exorbitantes.

Depois que na quarta-feira apareceu na internet um dono de posto na região do Nordeste cobrando R$ 8 o litro de gasolina, o crime se espalhou por todo o Brasil, inclusive chegando a Campo Grande, Dourados e outras cidades de Mato Grosso do Sui. Tentando conter a exploração, o Procon em Campo Grande e Dourados começou a autuar esses comerciantes.

Na Capital os primeiros autuados foram dois donos postos de combustíveis localizados no Bairro Amambaí e Jardim Centenário, autuados pelo Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) na manhã desta quinta-feira (24). Em seguida foram levados para esclarecimentos na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).

O motivo foi a alteração do preço da gasolina comum de R$ 4,09 para R$ 4,89 num mesmo dia. Em outra frente, a exploração está por conta de comerciantes de alimentos, aumentando preços de produtos que já possuíam antes da greve, mas usam a manifestação como desculpa, situação comprovada inclusive na Ceasa.

“Acabou”

Consta ainda que alguns donos de postos estão usando a alegação de que o combustível acabou como forma de interromper a venda. A alegação pode ser inverdade, pois na noite de quarta-feira (23) o dono de um posto na Avenida Bandeirantes, deixou inclusive de abastecer viaturas da Polícia Militar alegando ter acabado a gasolina. Isso por volta de 21h, sendo o posto em seguida fechado. Sem que se soubesse da chegada de alguma carga de combustíveis, às 6h de hoje, os responsáveis pelo estabelecimento anunciavam funcionamento normal, inclusive comunicando a Polícia Militar da disponibilidade normal de gasolina.