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ACUSA

Vorcaro diz ter pago R$ 30 milhões para filme sobre Lula e que PF rejeitou delação por falta de provas

Fala com emaranhado de desmentidos e afirmações

09/10/2026 12h58
Por: Redação
Fonte: POLITICA

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, afirmou ter pago cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e repassado recursos ao Instituto Lula. As declarações foram divulgadas pela revista Veja nesta sexta-feira (9), com base em áudios, mensagens e documentos atribuídos ao empresário. 

Segundo a reportagem, os pagamentos teriam sido negociados com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e estariam relacionados a tentativas de obter acesso aos recursos de fundos de pensão de servidores públicos federais. 

A Polícia Federal, porém, teria rejeitado a proposta de colaboração premiada de Vorcaro por falta de elementos mínimos que conferissem credibilidade às acusações. A Procuradoria-Geral da República também teria considerado insuficientes as provas apresentadas, sem dar andamento à proposta. Suposto esquema envolveria fundos de pensão De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, os pagamentos teriam sido discutidos como contrapartida para facilitar o credenciamento do Banco Master junto a fundos de previdência ligados a instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Previ. 

O ex-banqueiro teria afirmado que aproximadamente R$ 30 milhões seriam destinados, em espécie, a despesas de produção de um documentário sobre Lula realizado no exterior, além de outros valores direcionados ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto.

O filme mencionado seria o documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone e lançado em 2024. Ainda conforme as acusações, Vaccari teria exigido pagamentos equivalentes a 10% dos valores que o banco conseguisse captar junto a fundos de previdência vinculados à Caixa, ao Banco do Brasil, à Petrobras e aos Correios. A reportagem também menciona supostas articulações envolvendo o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ex-secretário-executivo da pasta Olavo Noleto.

As alegações, entretanto, não foram comprovadas judicialmente. Delação foi rejeitada por falta de provas Integrantes da Polícia Federal informaram à "CNN Brasil" que a proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro foi recusada porque não havia elementos suficientes para sustentar as declarações. A PGR teria chegado à mesma conclusão. Segundo informações divulgadas pela "CNN Brasil", uma fonte ligada à Procuradoria também levantou dúvidas sobre o áudio atribuído ao ex-banqueiro. O material não teria sido encaminhado à equipe responsável pelas negociações da delação, e havia suspeitas de que a gravação pudesse ter sido produzida depois do fracasso das tratativas. Vorcaro já havia tido duas propostas de colaboração premiada rejeitadas.

A defesa do empresário teria alegado possuir mensagens, registros de pessoas que retiraram dinheiro em espécie e informações sobre locais utilizados para realizar entregas dos valores. Lula nega recebimento de vantagens O presidente Lula negou as acusações. Em manifestação à revista Veja, afirmou que jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira e que não autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome. Alexandre Padilha também negou relação com o ex-banqueiro. Olavo Noleto informou que não se manifestaria sobre o caso, enquanto a CNN Brasil informou que tentava contato com os demais citados. As revelações provocaram reação de aliados do governo.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou as declarações como politicamente motivadas e afirmou que elas não teriam provas que lhes dessem sustentação. O grupo jurídico Prerrogativas também anunciou que acionaria a Polícia Federal para solicitar a apuração de possíveis irregularidades relacionadas às declarações atribuídas a Vorcaro. 

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