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CAPTURADO

Líder de facção em MT é preso no Paraguai com apoio dos EUA

Liderança em assaltos e ação no Novo Cangaço

04/09/2026 07h17
Por: Redação
Fonte: assessoria
João será entregue para a Políca Federal.
João será entregue para a Políca Federal.

João Batista Vieira dos Santos, apontado como liderança de uma facção criminosa em Mato Grosso e investigado na Operação Raspa Brasil, foi preso pela Polícia Nacional nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai. A prisão ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça durante ação da Polícia Civil de Mato Grosso, com participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos.
 
João Batista estava foragido da Justiça e foi localizado utilizando documentação falsa. A mesma prática já havia sido registrada em fevereiro de 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda e identificado com um documento público falsificado. Em outubro de 2025, equipes da GCCO/Draco apreenderam quase duas toneladas de maconha em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.
 
Ataques e tentativa de resgate
 
O capturado também é suspeito de participação em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”. Em 2022, ele foi citado em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).  Segundo as investigações, a estrutura seria utilizada para resgatar integrantes da facção que estavam presos na unidade.
 
Localização no Paraguai
 
Após deixar Mato Grosso, João Batista permaneceu por um período no Rio de Janeiro, onde segundo a Policia Civil, manteve contato com outros integrantes da facção. Posteriormente, investigações indicaram que ele havia deixado o país, levando as buscas até o Paraguai. Mesmo foragido, ele manteve atividade nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que tinha cinco mandados de prisão em aberto. Em outra publicação, apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil.
 
Questão judicial
 
O investigado já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. Segundo a GCCO/Draco, porém, os levantamentos realizados durante as investigações registraram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.  Durante o período em que permaneceu foragido, ele participou de videochamadas, transmitiu orientações e cobrou outros integrantes, mantendo, conforme os levantamentos, atuação na facção criminosa. Com a prisão no Paraguai, serão adotadas as medidas de cooperação internacional necessárias para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra o investigado.

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