O candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou o adversário no pleito e atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em relação a possíveis indicações de ministros no Supremo Tribunal Federal.
Durante ato junto de apoiadores em Fortaleza (CE), nesta quarta-feira (21), Flávio criticou o petista e convocou adeptos às urnas em busca da vitória no turno final, para que Lula "não coloque mais quatro Alexandres de Moraes lá dentro (no STF)".
"Ele começou a colocar os amigos dele no Supremo. Vocês lembram, durante os debates, que ele falava que não colocaria os amigos no Supremo? Ele colocou. Só que nós não vamos deixá-lo colocar mais quatro Alexandres de Moraes lá, não. Lá vamos colocar pessoas corretas, homens e mulheres, que respeitam a constituição, que sejam contra as drogas e contra o aborto".
Atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes chegou à função em questão ainda em 2017, por indicação do então presidente da República, Michel Temer (MDB).
Eleito pela terceira vez em 2023, Lula indicou três ministros para a corte. Em junho de 2023, apontou Cristiano Zanin para a vaga de Ricardo Lewandowski. Em novembro do mesmo ano, indicou Flávio Dino, que substituiu Rosa Weber. Em novembro de 2025, chegou a indicar Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso. No entanto, a vaga acabou barrada pelo Plenário do Senado, em abril de 2026.
O próximo presidente eleito poderá indicar até quatro ministros para a corte. A decisão é livre, desde que o apontado tenha entre 35 e 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. Há, no momento, uma vaga em aberto, após a saída de Luís Roberto Barroso.
Além disso, se aposentarão de forma compulsória Luiz Fux, em abril de 2028 (completa 75 anos); Cármen Lúcia, em abril de 2029 (completa 75 anos); e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030 (completa 75 anos).
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