Há encontros que vão muito além das palavras. Em Jardim, o primeiro compromisso da deputada e candidata à reeleição Lia Nogueira (PSDB) foi marcado por escuta, emoção e abraços. Em uma conversa com mães atípicas do município, a parlamentar ouviu de perto relatos sobre a rotina de famílias que convivem com a deficiência e que, diariamente, precisam lidar com preconceito, sobrecarga e falta de acolhimento.
Durante o bate-papo, Lia também compartilhou experiências da própria maternidade e falou sobre os desafios enfrentados por tantas famílias. O momento ganhou ainda mais emoção quando uma das mães, ao relatar sua realidade, não conseguiu conter as lágrimas, “ nossa, eu fico emocionada, impactada, em poder te ouvir, porque nós, mães atípicas, sofremos tanto tipo de preconceito", sem conseguir concluir a frase, a mãe correu para abraçar a deputada.
O gesto traduziu aquilo que muitas vezes as palavras não conseguem explicar, a necessidade de ser ouvida, compreendida e acolhida por alguém que conhece, na própria vivências as dores enfrentadas. Para Lia, é justamente nesses momentos de proximidade que a política ganha sentido. “É nesse momento que a política é importante, quando transforma realidades e traz esperança para quem está lá na ponta”, destacou a deputada.
A diretora da Escola Municipal Coronel Rufino, Juscelenia Marília, ressaltou a importância de criar espaços de acolhimento para as famílias que enfrentam essa realidade diariamente. “A nossa cidade precisa muito desse acolhimento com as mães que vivenciam uma jornada muito difícil. Essa mãe é a profissional e ela é a mãe. Então, quem tem um filho atípico demanda muito tempo. Sem uma rede, sem esse acolhimento, essa rede de apoio, é muito difícil. Então foi muito bom, foi muito”, afirmou.
Mais do que uma conversa sobre políticas públicas, o encontro também reforçou a importância da representatividade para quem vive, todos os dias, as particularidades da maternidade atípica. Mãe atípica, Carolina Lizovsky falou sobre a sensação de segurança e identificação que encontrou na deputada. “Eu senti com a Lia muita segurança e, por ela também ser uma mãe atípica, ela entende todos os nossos anseios. Eu senti muita verdade. O meu voto é dela”, declarou.
O encontro em Jardim mostrou que, para essas mães, ter alguém que compreenda suas experiências não representa apenas uma questão de representação política. Significa também ter voz, espaço para falar e a esperança de que suas vivências possam se transformar em ações capazes de mudar a realidade de outras famílias.
Sensação
Vento
Umidade