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NARCOTRÁFICO

Paraguai apreende 1,2 tonelada de maconha “premium” com destino ao mercado brasileiro

SENAD aponta que apreensões no atual período de governo causaram prejuízo superior a US$ 17 milhões ao narcotráfico; droga de alto valor é introduzida principalmente dos Estados Unidos

08/09/2026 07h57Atualizado há 50 minutos
Por: Redação
Fonte: Antonio Coca
Avião executivo fretado pelos narcoricos
Avião executivo fretado pelos narcoricos

A Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai apreendeu 1.218 quilos de maconha “premium” nos últimos meses. Segundo a instituição, os carregamentos tinham como destino final principalmente o mercado brasileiro e representam um prejuízo superior a US$ 17 milhões para estruturas do narcotráfico. As apreensões foram realizadas por meio de operações de inteligência, controles aeroportuários, inspeções de cargas, fiscalização em fronteiras e verificações em terminais portuários. Os produtos foram encontrados em diferentes variedades e apresentações, incluindo flores, cera, prensados, óleos, cápsulas e sementes.

De acordo com a SENAD, a chamada maconha “premium” reúne variedades e apresentações de cannabis caracterizadas pela alta concentração de THC, qualidade genética e elevado valor no mercado ilícito. Os produtos são obtidos a partir de sementes selecionadas e genética especializada, geralmente com técnicas de cultivo mais sofisticadas que as utilizadas na produção convencional.
O principal diferencial é o valor comercial. No Brasil, segundo a SENAD, um quilo de maconha “premium” pode alcançar até US$ 14 mil. O preço elevado tornou esse tipo de produto um segmento de interesse para organizações criminosas.

A SENAD aponta que a expansão dos mercados legais de produção e consumo de cannabis em determinados estados dos Estados Unidos vem sendo aproveitada por estruturas criminosas para desviar produtos para circuitos internacionais ilícitos.

Nesse fluxo, o Paraguai aparece como corredor estratégico para a entrada posterior dos carregamentos no Brasil. Diante dessa dinâmica, a SENAD afirma ter reforçado a fiscalização em pontos de ingresso e trânsito, combinando inteligência, perfilamento de cargas, controles aeroportuários, cães detectores, inspeções portuárias e fiscalização nas fronteiras.

Entre as operações realizadas estão a interceptação de um jet procedente dos Estados Unidos, que resultou na apreensão de 261 quilos de maconha “premium” e na prisão de três cidadãos norte-americanos apontados como ligados ao transporte da droga. Em outra ação, denominada “AIR BOX”, foram encontrados 147 quilos da droga escondidos em caixas declaradas como obras de arte provenientes da Califórnia, nos Estados Unidos.

Nas proximidades do Puente de la Integración, uma operação resultou na apreensão de 304 quilos de maconha “premium”. O carregamento estava escondido em um fundo falso especialmente preparado em um veículo que tinha o Brasil como destino. Já no Puerto Terport de Villeta, foram encontrados 311 quilos de maconha “premium” ocultos em veículos procedentes dos Estados Unidos. Segundo a SENAD, o carregamento utilizava mecanismos sofisticados de ocultação.

A apreensão desses carregamentos ocorre em meio a mudanças nas estruturas do crime organizado. Segundo informações da SENAD, organizações paraguaias e brasileiras vêm incorporando sementes de genética especializada, técnicas de cultivo mais avançadas, processos de produção controlada e métodos de extração mais complexos.

Apesar do crescimento desse segmento, a maconha convencional continua sendo apontada como um dos principais produtos de capitalização do crime organizado na região. A variedade “premium”, por sua vez, ganha espaço como produto de maior valor e rentabilidade, contribuindo para a criação de novas rotas de tráfico e métodos de ocultação.

A SENAD mantém a estratégia de ampliar a inteligência e os controles em aeroportos, portos, terminais de carga e pontos de fronteira para identificar os carregamentos antes que eles alcancem o mercado criminoso regional. As autoridades seguem monitorando a evolução das rotas e das formas utilizadas pelas organizações envolvidas nesse tipo de tráfico.

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